LUPA 93

Lupa 93: Cliente atira contra assaltantes de padaria em Formiga, É FAKE!

Mensagem que circula nas redes afirma que o fato ocorreu no Bairro do Rosário

Publicada em 17/07/21 às 15:41h - 616visualizações

por 93play


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Mais uma fake news desvendada  (Foto: 93play/Paulo Macedo)
Está circulando nos últimos dias, em grupos de whatsapp, principalmente em Formiga, um vídeo onde um cliente faz vários disparos contra um casal que tenta assaltar um comércio.
Em mensagem que acompanha o vídeo, supostamente em uma padaria, afirmam categoricamente que o fato ocorreu no Bairro do Rosário (Rua Nova) em Formiga.

Após uma investigação, apuramos que: 

O Fato ocorreu na cidade de Guaramiranga - CE, na data de 25 de maio de 2021, inclusive o cliente que aparece nas imagens é Alberto Lima, um policial que presta serviços naquela cidade. Além de que um fato irrelevante como este teria uma repercussão enorme na cidade e região, inclusive no jornalismo 93 play, o que não ocorreu.

O que diz a legislação brasileira sobre as Fake News:

Com atuação nas áreas de Direito Penal, Direito Processual Penal, Execução Penal e Criminologia, Mariel Muraro esclarece que ainda não existe uma lei vigente no país para disciplinar o uso e disseminação das fake news. “O que temos é o Projeto de Lei nº 2.630/2020, do senador Alessandro Vieira (CIDADANIA/SE), já aprovado pelo Senado e agora em tramitação na Câmara de Deputados. O projeto trata de temas como a liberdade, a responsabilidade e a transparência na internet, com o objetivo de combater o crescimento das notícias falsas”, explica.

Isso não quer dizer que a produção e compartilhamento de informações inverídicas não sejam punidos. A professora do UNICURITIBA informa que, dependendo do conteúdo, pode haver responsabilização pelas leis já vigentes no Brasil, seja de natureza cível, penal, eleitoral ou administrativa.

“Se for difamação ou calúnia, quem divulgou a mensagem inicialmente, bem como os demais que a compartilharam, podem responder civil e penalmente, obtendo condenações como reparação de danos ou até mesmo penas restritivas de direito, como pagamento de cestas básicas ou prestações de serviços à comunidade.”

No caso de fake news com conteúdo racista, continua a especialista em Criminologia Crítica, pode haver responsabilização civil e penal, chegando às penas privativas de liberdade. “Há uma infinidade de dispositivos para eventual enquadramento na apuração das fake news, mas depende essencialmente do conteúdo da notícia falsa que foi divulgada.”

“O Brasil já teve inúmeros casos de condenação, incluindo youtubers famosos, políticos e cidadãos comuns. Normalmente, essas condenações são de cunho cível, determinando o pagamento de indenizações e retirada do conteúdo do ar”, lembra Mariel.

Recebeu algo suspeito em suas redes sociais? Peça para nós investigarmos, que ireos atrás dos fatos e mostrar a verdade. Ajude a acabar com a disseminação de informações falsas na web. Basta enviar um direct em nosso instagram @93play ou uma mensagem em nosso facebook ou grupo de whatsapp.



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